O Brasil é reconhecido por ter uma das legislações mais avançadas do mundo na proteção da criança e do adolescente. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 227, e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelecem o princípio da proteção integral como dever da família, da sociedade e do Estado. No entanto, por trás desse robusto arcabouço legal, existe uma realidade dura e muitas vezes invisível, revelada por números que nos chamam à ação. Esta página é um convite para olharmos além das leis e compreendermos a dimensão da violência que ainda assola o futuro do nosso país.
Um Olhar sobre a Infância e a Adolescência no Brasil: Entre a Proteção da Lei e a Dureza dos Dados

Frequência da Violência
A cada hora, uma média de 13 crianças e adolescentes são vítimas de algum tipo de violência no Brasil.

Impacto Diário
Esse número equivale a mais de 312 casos de violência reportados diariamente contra a população infantojuvenil.
O tipo de violência muda à medida que a criança cresce. Os infantes (0 a 4 anos) sofrem principalmente com a negligência (61,4%). Crianças (5 a 14 anos) são mais vítimas de violência psicológica (54,8%) e sexual (65,2%). Já os adolescentes (15 a 19 anos) são os principais alvos de violência física (58,2%).
INFÂNCIA NO BRASIL
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A violência contra a infância – seja física, emocional ou sexual – constitui uma crise mundial que ocorre nos lares, escolas, comunidades e na internet. Seus efeitos são graves e provocam lesões, infecções via transmissão sexual, problemas de saúde mental como ansiedade e depressão, e morte. A exposição às violências em idade precoce pode causar estresse tóxico, que afeta o desenvolvimento do cérebro e gera agressividade, além de favorecer o abuso de substâncias e a aparição de comportamentos delituosos. Os meninos e meninas que sofrem atos de violência também têm mais probabilidades de serem afetados por ciclos de trauma e violência na idade adulta, o que afeta comunidades inteiras.
